Comunicado urgente!!!

Atenção Nação Sementeira!!!!


SÁBADO DIA 03/12/2011 NÃO HAVERÁ REUNIÃO DO GRUPO DE ORAÇÃO!!!!


Mas é por um excelente motivo...


Sábado acontecerá a celebração do Casamento dos nosso queridos amigos Bruno Paz e Vanessa.




Vamos testemunhar e nos alegrar muito ao presenciar o nascimento de uma nova família.


Bruno e Vanessa que Deus abençoe muito essa união e presenteie vocês com filhos maravilhosos.


Que Nossa Senhora cubra com o seu manto e São José interceda pela felicidade de vocês!


Não tem grupo sábado, mas o Seminário de Vida tá confirmadaço no DOMINGO!!!

Festa do Padroeiro

Dia 20 de novembro nossa paróquia comemorou a Festa do Padroeiro com um delicioso porco no tacho servido na Associação dos Correios. Ao som do nosso Ministério de Música o povo comemorou e se alegrou com a participação especialissíma do Pe Carlos Escobar que deu uma "palhinha" de Trem das Onze e o sucesso espanhol "Perfídia".

A Música no Plano de Deus

O Criador tem uma missão toda especial para a música dentro do Seu plano de restauração da criação. É Seu desejo ensinar ao seu povo um cântico novo, sinal pelo qual serão reconhecidos os seus escolhidos.

Canto e diálogo com Deus
Desde muito tempo atrás o canto tem sido um meio quase perfeito de diálogo entre Deus e o seu povo. Desde Abraão, Isaac, Jacó, Moisés, Davi, Jesus e os apóstolos, todos tiveram maneiras de expressar a Deus seus sentimentos através do canto.
Por ser uma linguagem tanto mais alta quanto mais perfeita do que a das palavras, a música tem sido um excelente meio de o homem expressar situações de busca, triunfo, luta, alegria, amor, dor, fracasso, protesto, etc.
Além de expressar todas estas situações de maneira tão vigorosa, o canto é também a melhor maneira para pedir a presença de Deus no meio das assembléias e também quando se está sozinho, pois através da música é muito mais fácil dirigir a palavra a Deus, pedindo-lhe perdão, bençãos, e principalmente dando-lhe graças por tudo que Ele é, fez e faz em sua infinita bondade e misericórdia.
O ponto forte da música é, porém, o louvor. A especialidade da música deve ser o louvor a Deus. Se o meu canto não louva a Deus, de pouco serve o meu canto. De uma maneira toda especial, o canto é marcado pelo amor. Lembro-me de uma música que diz com muita propriedade: "O meu louvor é fruto do meu amor por ti, Jesus".
E como o canto se presta de modo especial para o louvor do Senhor Criador e Salvador, temos que atentar muito para o fato de que através da música que fazemos ou cantamos podem ser transmitidos muitos tipos de mensagens e sentimentos. O canto é uma linguagem que pode ser usada pelo e para o bem e também para o mal.
Vemos claramente situações em que a música não é usada para o bem quando, por exemplo, nos campos de batalha incita os ânimos para a guerra, ou ainda quando nas boates excita e estimula os desejos carnais. Nestes casos a música não se presta para o louvor a Deus e perde a razão de ser.
Vemos então que música pode se apresentar com três faces: música divina, música puramente humana e música maligna. Por esta razão, devemos agir com muito discernimento, na fim de não corrermos o risco de cantarmos músicas malignas ou humanas com letras cristãs, pois estaríamos nos arriscando a cantar sobre Cristo e servir ao mal, à maneira do que fazem grupos como os "Meninos de Deus", dentre outros. Vemos que a música é um meio eficaz de diálogo com Deus e assim serve para construir e edificar o homem, mas que pode igualmente servir como meio para destruí-lo e levá-lo a alienação.

A Música evangelizadora
O canto é sempre uma evangelização, principalmente quando através dela proclamamos que Deus existe e que Ele criou o mundo e todas as coisas. Também se presta para evangelizar quando através dele cantamos a pessoa e a vida de Jesus, sua obra salvífica, sua Igreja e esperança de vida eterna, ou ainda quando ressaltamos a ação de Deus na vida de Maria e dos santos.
No entanto, o canto adquire admirável poder evangelizador quando sua mensagem traz trechos da Bíblia e leva as pessoas a meditarem e tomarem decisões de conversão, além de mais facilmente memorizarem passagens e mensagens da Bíblia. Assim, a música é plenamente evangelizadora quando transmite literalmente textos bíblicos.
Para ser evangelizadora, a música deve ser celestial e como tal apresenta-se de duas formas:
no linguajar comum - nesta forma, a música anima a assembléia, formando-a, unificando-a em uma só oração. A medida que a assembléia vai cantando, vai se assemelhando a uma só voz que canta, parecendo uma só pessoa cantando com a ajuda inestimável dos anjos. O Espírito Santo faz com que as muitas vozes que cantam - embora sejam muitas e diferentes - unam-se em um só louvor. com cânticos espirituais inspirados pelo Espírito Santo - de maneira suave e lenta o Espírito Santo vai suscitando este canto tão agradável ao Senhor. Quando cantamos assim só temos que ter cuidado para não nos deixarmos levar pela impolgação do momento e nos perdermos individualmente em Deus e assim realizarmos um culto particular. É muito importante, neste caso, escutar os outros cantando e procurar entrar na mesma harmonia. Sendo assim, com o tempo, observaremos como o cântico traz bênçãos para o grupo, levando-o para o alto. Neste tipo de canto, até mais que o canto em linguagem comum, os Anjos se aproximam e dão uma cobertura toda especial ao louvor. Eles cantam conosco, tocam, expulsam para longe o inimigo que nos quer tirar desta presença maravilhosa de Deus. E nesta harmonia celeste o canto começa a subir para Deus, ao mesmo tempo em que vai curando e restaurando as nossas almas.

O ministério da música na Missa


Como vimos nos livros sagrados, a atuação do ministério da música era algo comum e muito bem organizado. Em nossos tempos não deveria ser diferente. Seja em grandes assembléias, noites de louvor, grupos de oração, seminários ou outros, o canto como forma de louvor, auxílio na oração e abertura e incentivo à manifestação dos carismas do Espírito deverá estar a cargo de um ministério de vozes e instrumentos bem treinado e muito ungido.
É na Celebração Eucarística que o ministério de música atinge seu sentido mais profundo, pois é na celebração da Palavra e do Corpo do Senhor que a Igreja se reúne para celebrar sua maior alegria e mistério.
A função do ministério da música aqui vai além do louvor e oração para o ministrar a música e ao mesmo tempo ensinar e incentivar o povo a participar com voz, corpo e coração dos cânticos, parte essencial da liturgia da Grande Festa que é a Eucaristia.
O momento da missa não é momento de espetáculo ou show onde os ministros de música exibem seus valores ou conquistas, mas é o Corpo de Cristo unido para louvar o seu Deus, o seu Tudo. Neste momento quando a Igreja reunida, povo de Deus está em torno do altar e goza da presença maravilhosa do Senhor, é papel do ministério de música levá-lo a compreender, interiorizar e manifestar seu louvor e alegria através do cântico participado.
Durante a Celebração Eucarística, o canto do povo tem prioridade sobre o canto belo dos solistas, muito embora um canto solado também possa ser útil em determinados momentos da celebração. Devemos ter especial cuidado neste aspecto, a fim de evitarmos exibicionismos quanto ao canto ou música solados ministrado em momentos indevidos, quando seria a vontade do Senhor que todo o povo o louvasse com unidade e liberdade, edificando a Igreja, como faziam os 4000 homens de II Cr 23,5.

O papel do animador e do coral
Para que a assembléia reunida caminhe com ordem e discernimento deve existir um animador musical. Este animador musical ou coordenador do ministério da música é quem dirige os cantos e anima toda a assembléia para o louvor do Senhor. Seu ministério e função exigem dele uma vida de oração, escuta do Senhor e conhecimento da vontade de Deus, a fim de deixar-se levar pela unção inspiração do Espírito e ser igualmente acessível a todos. Deve inspirar confiança aos seus irmãos e aos outros participantes do ministério e exercer sua função com paciência, principalmente quando de falhas dos outros participantes do ministério.
É necessário ainda que o animador tenha bom ouvido musical, voz segura e afinada, sentido de ritmo, gestos apropriados para indicar com as mãos os matizes que deseja obter dos demais componentes do ministério ou da assembléia.
Apesar da importância do papel do animador, ele precisa ter o apoio de um grupo de bons cantores, o coral. Este coral, dividido em grupos de pessoas com o mesmo tom de voz soprano, tenor, barítono, contralto, etc, possibilita um melhor e mais rápido aprendizado dos cantos novos e, com o animador, animará e coordenará a assembléia.
Embora na maioria das vezes o coral cante todo junto, ele deve Ter também solistas. Em momentos apropriados como por exemplo após a comunhão, um solo leva a assembléia ao recolhimento e profunda ação de graças. O solo não seria apropriados para outros momentos como o glória, ofertório, canto da entrada, comunhão, aclamação ao Evangelho, quando a participação da assembléia é fundamental dentro do sentido da celebração.
Os ministros dfe música devem ter sempre presente o fato de que acima de tudo têm o chamado e o ministério de alegrar e reforçar a assembléia no louvor do Senhor, com suas vozes e também com seus instrumentos musicais. E o Senhor suscita na Igreja pessoas hábeis para louvá-lO através de todo os tipos de instrumentos musicais. É maravilhoso vermos os louvores do Senhor animados com baterias, violões, guitarras, contra-baixos, órgãos, pandeiros, etc. Embora muitos considerem isto algo novo, pela Palavra verificamos que é, na realidade, apenas um reavivamento do que vemos na época do Rei Davi que, no salmo 150 conclama todos os instrumentos musicais a louvarem o Senhor.
No entanto, por mais bonito que seja o som de um instrumento musical, sua finalidade não é substituir ou sobrepor a voz do homem, mas realçá-la e acompanhá-la. Devemos então cuidar para que o instrumental nunca domine a voz humana, pois é ela o louvor mais agradável a Deus. Foi pelo homem que Jesus deu a vida e agrada ao Pai ouvir as vozes que criou cantarem sob a unção do Espírito.

A importância do tempo litúrgico
Um ministério de música que caminhe com discernimento cuidará em conservar as músicas que são mais conhecidas a fim de atingir a assembléia e faz participar com maior proveito. No entanto, deve aprender a tocar novas músicas a fim de não cair na rotina e, aos poucos e oportunamente ensinar estas novas músicas ao povo. Devemos buscar o equilíbrio e não nos deixarmos levar nem pelo afã de novidades nem pelo enfado da rotina e cuidar especialmente no sentido de que os cânticos escolhidos guardem plena comunhão com a Igreja Católica e se não há neles erro doutrinal.
Sabemos que a Igreja celebra a cada ano o seu calendário litúrgico, composto dos seguintes tempos: Advento, Natal, Epifani, Quaresma, Páscoa, Pentecostes e tempo comum. É imprescindível que o ministério de música esteja atento ao tempo litúrgico e utilize cânticos que estejam de acordo com o mesmo.

O ministério da música na Bíblia

A Sagrada Escritura nos ensina que o ministério de música é algo antigo e que foi instituído na casa de Deus através do Rei Davi. Ela nos mostra também como o ministério deve ser organizado e conduzido e de que forma a música serve de auxílio indispensável aos demais ministérios como cura e libertação, profecia, animação e coordenação. Eis alguns dos eloqüentes exemplos que nela encontramos.
I Sam 16,23 : "E sempre que o espírito mau, permitido por Deus acometia o rei Saul, Davi tomava a harpa e tocava. Saul acalmava-se, sentia-se aliviado e o espírito mau o deixava". Vemos neste texto Saul atormentado por espíritos malignos, e libertado pela música ministrada por Davi com sua harpa. O ministério de música é aqui usado em seu aspecto libertador e curador, o que demonstra o seu grande poder e o auxílio que presta ao ministério de cura e libertação.
Rs 3,1 4-18 : "Eliseu disse: ‘trazei-me um tocador de harpas.’ Apenas fez o tocador vibrar as cordas, veio a mão do Senhor sobre Eliseu... e ele profetizou dizendo: ‘Ele também vai entregar Moab em suas mãos.’" Nesta passagem nos deparamos com o fato de que Eliseu, embora fosse um grande profeta, ter precisado que o ministro de música viesse com a sua harpa tocar. Isto abriu espaço para o Espírito Santo inundar o profeta e levá-lo a profetizar a vitória do povo de Israel sobre o povo de Moab.
Este fato nos leva a perceber com é fundamental o auxílio do ministério de música ao da profecia. Por isso todas as vezes que nos grupos de oração, assembléias e reuniões comunitárias há música e louvores no Espírito os corações se abrem com maior facilidade para o dom da profecia e o Senhor pode então falar ao grupo e dirigi-lo. O ministério de música está, assim, estreitamente ligado ao ministério de profecia que, além de ser preparada e estimulada pela música, pode também ser expressa em forma de profecia cantada.
I Cor 15,16-22 : "Davi disse aos chefes dos levitas que estabelecessem seus irmãos como cantores com instrumentos de música, cítaras, harpas e címbalos, para que sons vibrantes e alegres se fizessem ouvir. Os levitas constituíram Hemã, filhos de Joes, e dentre seus irmãos, Asaf, filhos de Baraquias... Zacarias, Osiel, Semiramot, Jaiel, Ani, Eliab... os porteiros. Os cantores Hemã, Asaf e Etã, tinham címbalos de bronze... Zacarias, Osiel, Semiramot... tinham cítaras em soprano..."
Ao ler este texto poderíamos perguntar para que tantos nomes e para que tantas especificações. Na verdade, tudo isto é de fundamental importância pois nos ensina que o ministério de música era, para os levitas e para Davi, algo organizado e definido. Este texto mostra que não era algo improvisado, formado na hora da necessidade, com pessoas que se encontrem por perto e cantem bem, como, infelizmente estamos acostumados a ver em muitos dos nossos grupos. O ministério de música deve ser planejado, estruturado, ungido e enviado. Deus quer hoje suscitar em todos os grupos e comunidades pessoas que realmente, como na época de Davi, se dediquem a este ministério; pessoas encarregadas do cântico na casa de Deus.
I Cronica 25,1-7 : "Eis a lista dos homens encarregados do serviço do canto: dos filhos de Asaf: Zacur, José, Natania e Asarela que profetizava segundo as ordens do rei. De Iditum: Godolias, Sori, Jesefas,... que profetizava com a cítara para cantar e louvar ao Senhor... Eis portanto os que, sob a direção dos seus pais estavam encarregados do canto no templo. Tinham címbalos, cítaras e harpas para o serviço do Templo, sob as ordens do Rei Davi, de Asaf, de Iditum e de Hemã. O número deles, juntamente com seus irmãos exercitados em cantar ao Senhor, todos hábeis em sua arte, atingia o número de duzentos e oitenta e oito."
Observamos nesta passagem como o ministério da música era bem definido e como cada um ocupava um lugar determinado.
Outro ponto muito importante neste texto é a clara noção de submissão e autoridade. Sem estas definições é impossível se fazer algo construtivo na Igreja. Precisamos crescer no serviço do Reino de Deus e só vamos crescer dentro da virtude da obediência e da submissão, a exemplo do próprio Jesus que por sua obediência tornou-se Rei e Senhor (Fl 2,6).
Outro aspecto importante neste texto é o que diz o versículo 7: "todos eram hábeis na arte de cantar". Como nos tornamos hábeis em alguma coisa? Dedicando-nos a ela de maneira especial. Era assim que os levitas se dedicavam ao seu ministério de cantar e tocar no Templo. Eram hábeis porque estudavam e aperfeiçoavam os instrumentos e as vozes. Não consideravam o ministério de música como algo puramente místico ou espiritual, mas sabiam que para exerce-lo bem deveriam exercitar-se e aprimorar-se, a fim de fazer para Deus o melhor possível e abrir-se mais eficazmente às moções do Espírito.
Se naquela época já era assim, quanto maior responsabilidade e dever de nos aprimorarmos temos hoje, quando foram desenvolvidas novas técnicas para cantar e tocar e quando a ciência da música é tão rica e abrangente! Se os cantores e os instrumentistas do mundo se esmeram horas a fio para aprimorar suas técnicas em favor apenas de si mesmos, quanto mais não devem os ministros de música serem instruídos e se aprimorarem a fim de se tornarem hábeis no ministério de tocar e cantar para o Seu Deus e senhor! O Espírito Santo poderá utilizar-se melhor de pessoas bem treinadas e ungidas para louvarem Aquele que é digno de todo louvor.
I Cronica 23,5 : vemos aqui a preocupação de Davi em separar 4000 homens entre os levitas só para celebrarem o Senhor através da música. Encontramos no Antigo Testamento outras passagens semelhantes a esta como II Cr 29,25-31, onde se vê que o Rei Ezequias considerou fundamental o canto na restauração que fez no culto no Templo do Senhor, mostrando assim que a música tem papel fundamental na obra nova, no novo culto que era implantado.
I Cor 14,15 : "orarei com o espírito, mas orarei também com o entendimento, cantarei com o espírito, mas cantarei também com o entendimento." São Paulo deseja nos ensinar aqui que em nossas assembléias precisamos cantar músicas dos folhetos, mas também precisamos cantar as músicas que o Senhor inspirar através do Espírito Santo. Entretanto, para cantar com o Espírito e para cantar com o entendimento precisamos de unção, pois Deus não se agrada de cânticos apenas profissionais e resultantes de simples técnicas humanas. Precisamos de boa técnica, mas, com ela e acima dela, da unção do Espírito de Deus, inspirador de todo louvor.
Ef 5, 18-21 : "Enchei-vos do Espírito e não vos embriagueis com vinho que é fonte de devassidão. Recitai entre vós salmos, hinos e cânticos espirituais. Cantai e celebrai de todo o coração os louvores do Senhor." Aqui Paulo, além de falar dos hinos (cânticos de folhetos) e cânticos espirituais (inspirados pelo Espírito), diz que cantemos o nome do Senhor com os salmos.
O ministério de música nos grupos e assembléias precisa crescer nesta forma de oração: "cantar com os salmos". Uma vez que os salmos são um excelente método de oração e não são escritos para serem lidos e sim para serem orados, o ministro de música pode conduzir a assembléia a cantar os salmos. Como fazer? A melhor maneira é escolher o salmo que a Igreja indica para aquele dia, pois assim se ora com toda a Igreja de Deus. O ministro da música pede ao Espírito Santo que sopre uma melodia e começa a cantar o salmo. Daí cada um segue cantando com a canção que o Espírito lhe inspirar. Esta maneira de orar é algo tão do agrado de Deus que nós vemos no Evangelho de Mc 14,26: "Terminado o canto dos salmos, saíram para o Monte das Oliveiras". Não podemos deixar de utilizar esta forma de louvar a Deus, adotada pelo próprio Jesus e seus discípulos.
Apoc 14,1-5 : "Eis os escolhidos que traziam na fronte o nome dele e o nome de seu Pai. Ouvia, entretanto, um coro celeste semelhante ao ruído de muitas águas... cantavam como que um cântico novo... ninguém podia aprender este cântico, a não ser os escolhidos..." E para que os escolhidos aprendam a cantar este cântico novo é preciso que comecem agora , através do ministério de música a se abrirem a ação do Espírito que quer ensinar-lhes a cantar.

O Ministério de Música

A música é um grande ministério capaz de realizar a união entre o sonho e a realidade, a razão e a emoção. É capaz de tocar as áreas mais profundas do coração do homem, enfim, ela é certamente, obra das mãos de alguém cheio de amor que pensa nos mínimos detalhes acerca dos alvos do seu amor, o homem.
O ministério de música tem a responsabilidade de resgatar a música de todas as distorções e do mau uso que fazem dela. O papel do ministro de música é de levar as pessoas a abrirem o coração ao louvor e a oração por meio da melodia e dos cânticos. Ministrar música é, sobretudo, ministrar o louvor ao Senhor. E como este é um ministério de louvor, os seus membros precisam ser cheios da unção de Deus, carregados da mensagem de amor que Deus tem para o homem, da mensagem do Pai para os seus filhos. Além disso, o ministro de música precisam também levar as pessoas a descobrirem o que há no mais recôndito dos seus corações, e fazê-los transbordar com seus corpos e suas vozes, um agradável louvor ao Senhor e uma explosão de verdadeiro e fraterno amor para com os irmãos. É preciso utilizar todos os recursos que a música possui para alegrar o coração de Deus e dos homens. Quando bem trabalhada e usada em todas as suas potencialidades, a música transforma o coração do homem, por isso é papel do ministro de música, descobrir uma forma de extrair dela o máximo de sua beleza e riqueza, a fim de encontrar e converter aqueles que, até então, só tinham ouvido algo vazio, sem mensagem de vida eterna.
A música, dentro da nova evangelização, é um meio eficaz para levar o amor de Deus aos corações sofridos, desanimados, cansados, perdidos e resgatá-los para Ele. O ministro de música tem como missão primordial evangelizar e a sua postura a de alguém que está continuamente em sintonia com o criador, pra que a música ministrada por ele, quer seja por meio da sua voz ou pela execução de seu instrumento, cumpra o objetivo de alegrar, de enternecer, de
Fazer voltar o coração do homem para Deus, para as coisas verdadeiras. Precisa ser plenamente consciente de que é apenas um pequeno instrumento nas mãos de Deus, de que é um servo de Deus, de que tem um chamado de Deus, de que possui um dom dado por Deus e de que este dom não é seu e sim Daquele que por misericórdia lho deu. E o deu para que o servisse, para que levasse o seu amor aos homens, para que levasse a verdade aos homens e a verdade os liberte. Os homens têm sede de Deus e estão cansados de ouvir música que não acrescentam em nada a eles, pelo contrário, tiram deles, tiram a sua dignidade, a sua pureza, a sua castidade, a vivência do amor verdadeiro, o respeito devido ao outro, que tiram deles a consciência necessária para ser feliz e fazer os outros felizes. Os homens não necessitam de mais uma música bela, mas de músicas cheias da unção de Deus, cheias de testemunho vivo do amor de Deus pelo seu povo. Músicas que façam a diferença, que os ajudem a buscar uma vida nova, que sejam profecias de Deus, que os curem, que os libertem de todo mal, que os ajudem a buscar a verdade pessoal e não a mentira, a fantasia, a ilusão, que os aprisionam e denigrem a sua verdadeira imagem que é a de Jesus Cristo, que sejam capazes de elevar os frascos, de aliviar a dor que muitos carregam em seus corações.
O ministro de música deve ser alguém que carregue em si uma forte experiência com o Senhor, porque possui a grande responsabilidade de ser canal para que a graça de Deus seja derramada em profusão na vida de seus filhos, ser canal da água viva que regará a vida de seus filhos, que dará vida verdadeira e em abundância à vida medíocre, mundana, sofrida de seus filhos.
O ministro de música precisa colocar totalmente à disposição de Deus este dom, precisa colocar nas mãos de Deus a sua voz, o seu instrumento, os seus acordes, porque não é chamado a utilizar a música como passatempo, para fazer um "show", para aparecer ou ser elogiado, mas para cumprir a vontade de Deus, para servir a Deus, para que Deus seja glorificado e amado, para ajudar a colocar o coração dos homens em sintonia com o de Deus. Quem deve aparecer é Deus e a sua verdade. A sua música deve ser ou deseja que seja uma profecia da própria vida, deve haver uma unidade entre aquilo que ele canta e aquilo que ele vive ou deseja viver. Somente assim será terra boa onde o Espírito Santo poderá produzir os seus frutos.
Existe um aspecto muito importante que não pode ser esquecido pelo ministro de música, que é a maneira como deve apresentar-se. Suas roupas devem ser sóbrias. Roupas coloridas demais, saias curtas, blusas e calças justas não são devidas. Também deve ter cuidado com a forma que canta e dança, para não expressar sensualidade e descaso.
Além de todos estes aspectos existe um que é o mais importante de todos: estar aos pés do Mestre. O ministro de música precisa ser uma pessoa de oração, de adoração, de estudo bíblico, de busca freqüente aos sacramentos da eucaristia e reconciliação, ter amor e devoção a Maria, fazer parte de um grupo de oração ou comunidade.
Peçamos ao Senhor a graça de ser como Davi, cheio da sua unção, capaz de expulsar todo o mal e acalmar os corações aflitos através do ministério de música. Bendito seja Deus para sempre!

O Perfil do Ministro de Música

"... tenha visto um filho de Jessé, o belemita, que sabe tocar e é um valente guerreiro, fala bem, e é de bela aparência e Iahweh está com ele". (I Sm 16, 18)
O ministro de música, antes de tudo, deve ser um homem de Deus. Deve ter uma vida reconciliada com Deus e os homens em vista da missão dada por Ele mesmo: evangelizar com a arte musical. Deve ser como Davi, que além de tocar era um valente guerreiro que falava bem e de boa aparência, no entanto o mais importante era que o SENHOR estava com ele: ele era um homem de Deus.
quando se fala de perfil do ministro, está se falando do pensamento do ideal para o serviço, que se constrói na vida cotidiana. Assim, enumeramos o que vem a ser luz e motivação diante do que Deus quer realizar:
1- Silêncio
"... um tempo para falar e um tempo para calar". (Eclo 3,7)
O ministro de música precisa valorizar devidamente o silêncio dentro do seu ministério, sabendo discernir quando e como fazê-lo, este momento não deve ser infecundo, mas fecundo, pois é exatamente neste silêncio que Deus o visita e irriga a semente que Ele plantou; a postura adequada é de escuta e acolhimento ao que Ele plantou, a postura adequada é de escuta e acolhimento ao que Ele tem para dar.
É importante o silêncio no ministério, mas também é importante o silêncio do ministro de música, é sobretudo o próprio ministro que deve saber o tempo de calar e o tempo de ação, canto, evangelização.
Muitas experiências com Deus se dão no silêncio que se faz em Sua Presença e Majestade, vemos então a importância do silêncio, pois se há experiência há testemunho, e qual seria o sentido de ministrar música se não sou testemunha? Se no meu canto não há verdadeira evangelização? Tudo parte do meu silêncio orante diante de Deus e então começa a verdadeira missão, fundamentada na Vontade de Deus.
2- Obediência
"Eu sou a serva do Senhor: faça-se em mim segundo a tua palavra".(Lc 1,38)
Os que por Deus são chamados a serem ministros de música recebem com este chamado graças que o capacitam a corresponder esse chamado, dentre elas a obediência.
O que é a obediência do ministro de música senão fazer a vontade de Deus? Um músico eleito não faz mais a sua vontade, mas a de Deus, a não ser que sua vontade coincida com a de Deus... Mas sabemos que nem sempre é assim, então Deus nos concede a graça para que se possa ser fiel a Ele.
Na verdade não existe ministro de música não obediente, pois ser ministro de música não é uma escolha do músico, mas de Deus, e se o músico diz Sim ele correspondeu ao chamado Divino, em outras palavras: obedeceu.
A primeira pessoa a quem o ministro de música deve obediência é a Deus. As pessoas que devemos obedecer são na verdade, Mediadores da autoridade concedida por Deus. Devemos obediência as nossas autoridades, não por elas mesmas, mas porque a elas foi dada a missão de representarem a Deus.
O músico deve ser atento a sua vivência da obediência, pois Deus lhe chama constantemente a obediência para ser feliz, na oração pessoal, na leitura de Sua Palavra, na eucaristia ou através da mediação das autoridades constituídas por Ele, de uma maneira muito especial, as autoridades eclesiásticas, mas também o coordenador do ministério, por exemplo.
A obediência é uma grande fonte de bênçãos, eficaz instrumento que o Senhor utiliza para purificar a nossa vontade nos tornando livres para seguir Jesus Cristo. (cf. ECCSh 131).
a eficácia de uma evangelização depende totalmente da obediência, sem a obediência tocar ou cantar será em vão, de nada valerá..., pelo menos para nós, embora parcialmente edifique os outros.
3- Profissionalização
Além de uma necessidade e de ser vontade de Deus, a profissionalização é uma fonte de eficiência diante do empenho que é exigido no serviço, não deixando, de exigir um empenho próprio para conquistá-la, com entusiasmo e perseverança. É muito importante ressaltar que ela está abaixo do amor a Deus, não pode ser prioridade quando não há vida concreta de oração, pois será um simples sinal deste amor.
Na velha batalha entre a vida espiritual do ministro e o seu desejo de progresso, no tocar ou no canto, que só será verdadeiro se for fruto do progresso interior, pode-se dizer que profissionalizar-se é viver um dos aspectos necessários no cumprimento da missão própria do ministro de música, afinal Deus fará na humanidade do servo a aptidão natural aperfeiçoada pelo conhecimento, estudo técnico, cuidados básicos com os devidos instrumentos utilizados, desde a bateria até as cordas vocais.
Haja, contudo, um cuidado quando se busca a técnica, com a influência de instrutores(as) de música que tenham, além de uma visão, uma vida ou ideologia não evangélica, especialmente na área específica da qual estamos tratando. Isto para que não haja quebra de uma reta intenção do coração, muito menos a direção que deve tomar o ministro no seu serviço. Se a técnica é instrumento de desvio, melhor seria operar a graça na "fraqueza" do servo. Ser um profissional no Reino pede uma maturidade e uma abertura para que Deus continue sendo o centro das opções e da vida do músico.
4- Humildade
O humilde, pousa os olhos no Senhor: "Tu sois Santo, Tu sois Altíssimo." Sabe que por si só nada tem e nada é; reconhece imediatamente o bem que em si existe e as qualidades que possui, mas tem sempre em mente a expressão: Que tens tu que não tenhas recebido? E, se o recebeste, por que te glorias como se não o tivesses recebido? (I Cor 4,7); humilha-se no reconhecimento do seu próprio nada e da sua absoluta dependência de Deus, e mantém-se no lugar que lhe compete.
O humilde vê com clareza que tudo recebeu de fora, tanto na ordem da natureza: vida, corpo, inteligência, talento, saúde e força, olhos, membros, etc; como na ordem da graça. "Deus produz em nós o querer e o agir"(Fil 2,13), "não que por nós mesmos sejamos capazes de pensar coisa alguma, porque a nossa suficiência vem de Deus"(II Cor 3,5); nenhum pensamento, nenhuma decisão salutar, grata a Deus, nenhuma obra boa, nem mesmo a mais íntima, nenhuma oração. Nenhum ato de fé ou de caridade provêm do servo nem pode-se tomar completamente para si. Mesmo a cooperação com a graça, o fato de não se abusar dela e de se lhe corresponder inteiramente, é fruto da ação de Deus na vida do ministro. Quão exatas são as palavras do Apóstolo: "Que tens tu que não tenhas recebido?" Nada, absolutamente nada !
Ele sabe, todavia, que há algo exclusivamente do homem: o pecado. O humilde sabe muito bem que, abandonado a si mesmo, só disso é capaz: de pecar. Se não caiu ainda nestes ou naqueles pecados, não o deve a si mesmo, mas unicamente a Deus que, na sua infinita misericórdia, o preservou: isolado não teria podido defender-se. Como o publicano do Evangelho, reconhece-se pecador, e indigno de levantar os olhos ao céu, indigno da estima e do afeto dos homens; merecedor de ser tratado apenas como é: um pecador.
É dizer como São Francisco: "Quem és Tu, quem sou eu". É olhar para si com os olhos de Deus para conhecer-se, acolher-se e amar-se com o Seu amor. Como transbordamento de uma conversão que se dá constantemente a partir deste conhecimento saberá o ministro ser, na sua missão, o que Deus quer, o que Ele pensa, o que Ele espera.
5- Serviço:
Aquele que serve "deve 'fazer-se tudo para todos'(I Cor 9,22) a fim de conquistar todos para Jesus Cristo... Particularmente, não imagine ele que lhe é confiado um único tipo de almas..." (CIC 24)
Uma forte característica do bom ministro de música é o serviço: lavar os pés dos outros com água nova, amar a todos, dar-se sem medir, fazer a vontade de Deus... sempre no louvor, fazendo uso de uma linguagem atualizada e própria para cada instante. Aqui se pode destacar tanto a renovação do repertórios utilizados nas diversas assembléias (congressos, cursos, missas...), como o uso dos carismas em benefício do povo ao qual se serve.
É importante, neste aspecto do serviço, refletir que:
SER DA LINHA DE FRENTE é servir primeiro, buscando imitar mais de perto o Senhor, sofrendo as primeiras conseqüências, chegando antes e saindo depois.
ESTAR NA OFENSIVA E NA DEFENSIVA é servir na batalha espiritual, ao Senhor e ao seu povo. Dispor tudo para Deus indo contra a ação silenciosa, sutil ou mesmo nítida do inimigo, intercedendo para que se abra o céu num derramamento de graça. Estar atento ao que possa romper com a ação de Deus e pela graça, pela unção, defender a assembléia, "o coração do homem", contra os ardis do demônio, ou mesmo, contra as próprias tendências da carne.
O ministro de música está:
- A serviço da Trindade: Servir ao Pai, por Cristo, no Espírito, fazendo, por sua vez, a vontade de Deus - como Jesus, pobre, obediente e casto - na unção do Espírito, precisando ir onde Deus mandar, esperando, vivendo e crendo n'Ele. Por amor...
- A serviço do povo de Deus: Ë para o povo que existe o ministério de música. Este é auxílio, porte da graça. Deus realiza por meio de homens para alcançar outros homens. Não é fazer o que o povo quer e sim saber o que Deus quer fazer em favor do povo. Servir bem é, portanto, dar somente o que vem de Deus para saciar a fome e a sede do povo.
- A serviço da Igreja: Ministramos o que cremos e não a nós mesmo, e não a cultura, o conhecimento por ele mesmo, a lógica. Ministramos a verdade conhecida e experimentada, a graça recebida e transbordada, a fé acolhida e vivenciada. É indispensável a coerência entre a vida do servo e a fé professada pela Igreja, afinal, como Igreja as partes formam um todo que necessita estar em unidade e esta unidade exige conhecimento, busca da verdade, renúncia das próprias mentalidades geralmente formadas pelos ditames do mundo.
6- Disponibilidade
Numa visão generalizada aquele que deseja cuidar com fidelidade da missão à qual o Senhor lhe convidou a servir, necessita estar disposto a dar-se sem medidas. "Amar é dar-se até doer". (Madre Teresa de Calcutá). O ministro de música é igualmente chamado a sair de si, a servir. Não é um ministério para os que se servem, nem tão pouco para os que preferem servidos, mas para os que preferem oferecer gratuitamente o que recebem de Deus e o fazem por gratidão ao próprio Deus. O desejo do sacrifício deve, assim, ser como um motor que leve o eleito a sempre ir além, a dispor não somente as suas possibilidades e potências ao Senhor e aos irmãos, mas ao sacrifício cotidiano do que é lícito para unir, como a viúva no templo, o que de nós é mais precioso em favor da edificação do Reino.
Existem, contudo, algumas formas de servir-se no ministério: não participar de ensaios; não comparecer às formações; cantar ou tocar apenas o que se gosta ou quando se está bem, ou ao menos considera estar bem. Quem está neste rol precisa buscar a sua verdade pelo fato de ainda não ter entendido que ministério é serviço a Deus e ao outro.
7- Maturidade humana
Ao falarmos sobre o tema maturidade humana imediatamente imaginamos que seja o momento da vida do homem no qual alcançou o discernimento pleno para dirigir sua vida e realizar grandes coisas sozinho, no entanto, na vida cristã, o homem atinge a maturidade no momento em que conhece a sua verdade, sua pequenez, sua fraqueza, lança-se inteiramente nas mãos de Deus e colabora com a sua ação.
Exatamente porque reconhece a sua fragilidade, sua pequenez, sabe que não pode dirigir sua vida sozinho, necessita da ação do Espírito Santo sobre a sua natureza humana, porque só o Espírito desenvolve perfeitamente as suas capacidades humanas, intelectuais, espirituais, suas aptidões, até que alcance a idade madura.
Uma boa maneira de perceber como se caminha para a maturidade é poder responder, na verdade a algumas indagações como:
- Tenho compreendido que necessito me relacionar intimamente com o Espírito Santo? Sou um daqueles que agem como se o Espírito Santo não existisse? Tendo o Espírito Santo em mim, posso continuar com uma vida medíocre?
- Sou bastante dócil ao Espírito Santo, bastante disponível para seguir seus conselhos ditos em segredo ao meu coração, seus misteriosos convites? Sou capaz de responder a seus apelos pelo verdadeiro progresso que é o interior?
- Tenho agilidade diante dos impulsos do Espírito Santo? Deixo o Espírito Santo inteiramente livre para dirigir a minha vida de acordo com a sua vontade?
- Tenho colaborado com todas as minhas forças com a ação do Espirito Santo para que todas as minhas aptidões, talentos sejam plenamente desenvolvidos? Deus me deu muitos talentos a nível espiritual, humano, intelectual e eu tenho colaborado para que estes talentos se multipliquem?
- Nas minhas tribulações, nas minhas dúvidas, tenho sabido invocar o Consolador? Sou eu um obstáculo à ação do Espírito Santo em minha própria alma?
- É mais um dos caminhos que o ministro necessita, com diligência, trilhar para servir conformado ao Evangelho. Como ensina a Santa Madre Teresa de Jesus de Ávila: "Quanto mais humano, mais santo".
8- Unidade
Para que a música seja ministrada com poder, na ação do Espírito, é preciso que haja harmonia de relacionamento entre aquele que ministra a música e aqueles que irão fazer uso da Palavra; entre quem anima e quem conduz a oração; entre vocal e instrumental; entre vocais; entre instrumentistas; entre ministério e assembléia. Enfim, a unidade, que será fruto de uma graça de oração e docilidade à ação do Espírito, é essencial para que todos bebam de todo bem, graça e unção que Deus deseja derramar.
Por exemplo, após uma pregação a música a ser ministrada deve ser uma continuidade de tudo o que foi pregado, desta maneira, não haverá quebra no que estava sendo conduzido. Para haver esta harmonia entre a pregação e a música, o ministro deve estar atento o tempo todo ao que está acontecendo, ao que está sendo falado.
Em outros casos, como a Celebração Eucarística, é preciso haver coerência entre o tom da liturgia, conforme o tempo onde se está celebrando, e o serviço na música. Na quaresma não se canta o glória nem aleluia, caso o ministro não seja bem formado e faça uso de um desses cantos, estará indo de encontro com o que pede a liturgia, e isto é uma forma de se quebrar a unidade.
Existem muitas formas de construir ou de quebrar a unidade, cabe a cada ministro o zelo pelo conhecimento pessoal das mentalidades que se traz quanto ao "ser" e o "fazer" o melhor, como no que diz respeito ao conhecimento intelectual de liturgia, oração de grupo, animação, da mesma forma, que o conhecimento da vontade de Deus para cada instante em que se serve. Sem docilidade e disponibilidade a Deus e aos irmãos não se constrói a unidade.

9- Postura
Para ministrar com poder também é preciso um cuidado com a aparência, pois o músico deve sempre ter a postura de servo, para Jesus aparecer no seu lugar. Outrossim, como o músico é templo do Espírito Santo (I Cor 3, 6), deve cuidar do templo que é ele mesmo e vestir-se com sobriedade, usando roupas que não provoquem sensualismo. Não vista-se com exuberância, mas com simplicidade. Para facilitar, é bom até que se tenha um uniforme, algo simples, para ser usado nas apresentações, eventos ou missas e dar um toque especial na unidade.
A postura do músico não deve ser a de aparecer com seu instrumento ou sua voz, mas de deixar Cristo aparecer em si mesmo. É importante que o músico cante com o corpo todo, mas que não faça gestos exagerados nem escandalosos.
O músico não precisa focar escondido atrás das caixas ou do seu instrumento. Há pessoas que se escondem atrás de uma guitarra, ou de um teclado, para não deixar que Jesus o cure e o toque!
Outra dica importante é evitar conversas paralelas que não estão no contexto do evento e que não hajam certos tipos de brincadeiras, durante a atuação do ministério, ou melhor, a sobriedade caminhe ao lado de todo aquele que se dispõe ao serviço.
10- Alegria
São Tiago nos diz: "Está alguém alegre? Cante salmos" (Tg 5, 13).
A alegria é a expressão maior de quem tem Deus no coração. Dizia Santo Agostinho: "Um Santo triste é um triste santo!". O coração e o rosto do músico devem transbordar de alegria, pois não convence ninguém um cantor que ministra sem a graça do louvor e da alegria.
"Alegre-se o coração dos que buscam o Senhor" (Sl 105, 3).

Fonte: http://www.comshalom.org/formacao/ministerio/musica/perfil_ministro.html

Qual o serviço do Formador?


O formador é responsável por ministrar os ensinos da Escola Permanente de Formação: 
Módulo Básico, Módulo Formação Humana e Módulos Específicos.
O Módulo Básico é composto de 8 encontros que serão ministrados intercalados com os 3 encontros do Módulo Formação Humana:
Módulo Básico: Encontro 01 - Identidade da RCC
Módulo Básico: Encontro 02 - Carismas
Módulo Básico: Encontro 03 - Grupo de Oração
Módulo Formação Humana: Encontro 01 - Encontro com Deus
Módulo Básico: Encontro 04 - Oração: Caminho de Santidade
Módulo Básico: Encontro 05 - Santidade
Módulo Formação Humana: Encontro 02 - Encontro comigo mesmo
Módulo Básico: Encontro 06 - Liderança em Serviço
Módulo Básico: Encontro 07 - Igreja
Módulo Formação Humana: Encontro 03 - Encontro com os outros
Módulo Básico: Encontro 08 - Doutrina Social
Esses 11 encontros são a formação básica necessária para qualquer servo de todos os ministérios.
Cada um desses encontros é composto por 6 ou até 10 ensinos. São necessários muitos formadores para atender a demanda de formação de nossa Arquidiocese.
Além dessa formação que é básica para todos, os servos precisam da formação específica dos seus ministérios.
Cada pregador, músico, intercessor, ministro de oração por cura, jovem, coordenador e etc, servos de TODOS os ministérios precisam da formação específica que deve ser ministrada por um Formador preparado com a unção, a didática e as técnicas pedagógicas que são ensinadas na Formação de Formadores.

Londrina Connect: Balada Católica


Atenção Sementes! Preparem os ingressos porque vamos agitar nessa balada católica.
Uma das bandas católicas de maior sucesso no Brasil estará em Londrina no dia 25 de novembro. Os músicos do Rosa de Saron são a atração principal da festa "Londrina Connect", promovida pelo Setor Juventude da Arquidiocese de Londrina, em parceria com o Hallel.
O evento abre o triênio de preparação para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) de 2013, que será realizada no Rio de Janeiro, e deve atrair cerca de 5 milhões de pessoas, segundo expectativa da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

Os ingressos custam R$ 15 e podem ser adquiridos em todas as livrarias católicas de Londrina e região. Um dos diferenciais da festa é o traje, que deve ser branco. O público também pode comprar os abadás da "Londrina Connect" por R$ 10 e customizar as camisetas.

Além da banda Rosa de Saron, o público poderá curtir a música eletrônica do dj ElectroCristo. A festa começa às 22h e segue durante a madrugada, no Parque de Exposições Ney Braga.

A organizadora do evento, Josiane de Oliveira, explica que um levantamento feito com a juventude mostrou que o grupo Rosa de Saron consegue agradar a boa parte do público, o que pode ajudar a registrar o objetivo da festa: a união da juventude.
"A gente quer unir os jovens dos vários movimentos da Igreja em torno do mesmo objetivo, que é Cristo. Queremos unir forças. A gente sempre fala para os jovens não usarem drogas nem ficarem bêbados. Mas temos que oferecer esta oportunidade", diz.
JMJ
As jornadas mundiais da juventude são um dos maiores eventos da Igreja Católica. O Brasil será a próxima sede do evento, que deve receber jovens de todo o mundo para um encontro com o papa Bento XVI. A Arquidiocese de Londrina já se preparada para a data, com a passagem de réplicas da cruz e do ícone de Maria da JMJ, símbolos do evento.
As 75 paróquias da arquidiocese receberão os objetos até fevereiro de 2013, quando a verdadeira cruz e o verdadeiro ícone, que já estão em peregrinação pelo Brasil e alguns países da América do Sul, chegam a Londrina.
Postos de Venda: 

Londrina: Espaço Beata Elena Guerra – Escritório RCC (3324-6486), Angelus Artigos Religiosos (3325-5255), Loja Canção Nova (3302-9909), Livraria Dom Geraldo (3322-1002), Livrarias Curitiba (3294-8300), Chilli Beans Shopping Catuaí (3339-1070), Loja Shopping Royal (3026-6077), Livros e Livros (3334-2569) e Armazém do Músico (3334-0003). 

Apascenta as minhas ovelhas!

Em 2011, motivada pela moção de “lançar as redes”, a Renovação Carismática Católica buscou viver de forma ainda mais intensa o chamado missionário, envolvendo os Grupos de Oração e expressões carismáticas. Tal temática trouxe-nos um impulso renovado que nos levou a irmos em busca dos filhos de Deus, levando a Boa Notícia: Jesus Cristo está vivo, Ele é o Senhor, nos ama, salva e ainda hoje  realiza milagres e prodígios! Esse anúncio de salvação tem feito com que milhares de pessoas, espalhadas pelo nosso país, experimentem o amor incondicional de Deus.
Nesse sentido é importante destacar o papel dos Congressos Estaduais que motivaram a RCC do Brasil inteiro a caminhar guiada sob esse direcionamento. Vivemos uma grande convocação de norte a sul; de leste a oeste. Milhares de pessoas sendo chamadas a lançar as redes. Anunciar.Nas reuniões às sextas-feiras (antes de os eventos terem início), nossos líderes foram convocados a reafirmar o compromisso com a missão que o Senhor deu à RCC de evangelizar a partir do Batismo no Espírito Santo.
Esses encontros com os coordenadores diocesanos e seus respectivos núcleos foram marcados por momentos de oração, vivência fraterna, formações e  partilha das Moções Proféticas para este tempo. Isso possibilitou uma atualização dos direcionamentos do Senhor e reforçou a unidade do Movimento, levando os participantes a avaliarem a visão organizacional e profética da RCC.
Todo esse mover de Deus proporcionou o fortalecimento da nossa identidade carismática, ampliou nossa visão. Podemos dizer que os encontros estaduais nos levaram a enxergarmos mais os sinais do Espírito na história do Movimento e, com isso, entendermos melhor quem somos e qual é o chamado de Deus para nós.
Ainda dentro desse contexto, os eventos foram momentos de “consertarmos as redes” (cf Lc 5,2), como nos fala o texto bíblico que impulsionou nossos trabalhos durante este ano. Coordenadores foram convidados a refletir sobre sua liderança e todos os carismáticos foram incentivados a terem uma postura perseverante, lançando as redes da evangelização, do serviço, da doação sempre que for necessário.
Podemos dizer, diante de tudo isso, que em 2011 nos tornamos mais fortes, mais unidos,  mais missionários.
O  operar de Deus tem promovido uma reconstrução em nosso meio.  Um povo novo está se levantando. E, dessa forma, estamos percebendo que Deus está nos concedendo a graça de enchermos a nossa barca de peixes. Ou seja, chegarmos ao coração de mais e mais irmãos que ainda não conheciam Jesus e que, a partir das nossas atividades missionárias, fizeram uma experiência do Amor de Deus.

Hora de pastorear
Sim, meu irmão, minha irmã, já é possível ver os frutos da caminhada deste ano. Com a graça de Deus, muitas pessoas foram tocadas durante as missões desenvolvidas pelo nosso Movimento (confira alguns destes trabalhos nas páginas  ) e têm procurado os Grupos de Oração, retomado os sacramentos e a vivência nas paróquias.
Tudo isso já é maravilhoso, mas certamente o Senhor tem muito mais para realizar em suas vidas. Diante dessa realidade, estamos entrando em uma nova fase na evangelização: a de refletir sobre como estamos tratando o rebanho do Senhor. Isso mesmo!  Somos chamados a viver o mandato “Apascenta as minhas ovelhas” (Jo 21,15) e é por isso que esse será o tema que direcionará os trabalhos da RCC em 2012. Será um ano para cuidarmos das pessoas que estão assumindo seus postos, voltando para as pastagens do Senhor.
Quando falamos em apascentar, zelar, cuidar, estamos nos referindo ao pastoreio. O exemplo mais comum que nos vem à memória é o do pastor que cuida das ovelhas, assim como conhecemos pelo salmo 22, 1-3: “O Senhor é meu pastor e nada me faltará. Em verdes prados ele me faz repousar. Conduz-me junto às águas refrescantes, restaura as forças de minha alma. Pelos caminhos retos ele me leva, por amor do seu nome”.
Refletindo sobre essa passagem, podemos perceber que pastorear o povo de Deus é cuidar para que ele chegue até as boas pastagens. Nós, que estamos envolvidos com trabalhos de liderança, somos impulsionados pelo Espírito Santo a tomar a responsabilidade de apascentar e vigiar as pessoas do nosso Grupo de Oração e do nosso ministério. Dessa forma, levar o povo às boas pastagens é dar alimento a ele. Significa que precisamos cuidar do que estamos oferecendo aos nossos irmãos. Qual a qualidade da formação e da oração que estamos ofertando? Eles estão sendo acolhidos em um ambiente de amor fraterno e diálogo? Perguntas como essas devem ser feitas periodicamente para que a nossa evangelização seja autêntica.
Pastorear também significa proteger as ovelhas dos falsos pastores, dos lobos que chegam disfarçados com o intuito de roubar a vida do rebanho. Roubar vida, no sentido de usurpar a vida nova, a vida no Espírito. 
Uma trajetória de amor
Vivemos um tempo de portas abertas no nosso Movimento. Penso que se pararmos um pouco para pensar, podemos observar as graças do Senhor no nosso meio: temos trabalhado para que nossas vidas sejam coordenadas pelo Senhor Jesus, para sermos um povo unido pela Palavra de Deus, que anuncia a Boa Notícia e semeia a Cultura de Pentecostes. Mas para que isso se consolide em todo nosso território nacional, os que exercem posição de pastores precisam trilhar a “trajetória do amor”.
À medida que novos irmãos vão entrando em nossos Grupos é muito importante que busquemos conhecê-los. Precisamos construir uma atmosfera de acolhimento, respeito e amor fraterno na qual as pessoas se sintam à vontade para abrirem-se umas às outras. Como nos ensina a Palavra, o pastor precisa conhecer as ovelhas do seu redil para cuidar delas. Já as ovelhas, precisam reconhecer a voz do pastor para poder segui-la.
Nessa dinâmica, são os líderes que iniciam a busca, pois os que estão perdidos não conseguem se encontrar. Para tanto, a metodologia de trabalho deve contemplar organização e amor-doação. Com um planejamento, aqueles que são pastores traçam orientações para a sua ação, definem o que deve ser feito e aonde se quer chegar.  Entretanto, só estratégia não é suficiente. Para evangelizar e pastorear é preciso agir com amor. Somente assim é possível atingir os mais diferentes tipos de públicos e conhecer as peculiaridades de cada ovelha.
Depois de toda busca é necessário saber para onde conduzimos esse rebanho. E o primeiro papel do pastor é alimentá-lo com aquilo que é necessário para o seu crescimento espiritual e humano. Assim, a oração e a formação irão fortalecer as ovelhas e devem provocar nelas o desejo pela santidade.

O exemplo de Pedro
A atitude dos pastores é de extrema importância no mandato “apascenta minhas ovelhas”. O exemplo de Pedro nos ajuda no exercício do pastoreio. Os pastores devem orar pelas necessidades de seu rebanho e dar a eles aquilo que recebem do mestre. Foi o que Pedro fez. A Bíblia nos narra que ao encontrar um coxo na porta do templo, Pedro exclamou: “ouro e prata não tenho, mas o que tenho te dou, em nome de Jesus levanta-te e anda.” (cf. Atos 3,6).
Acima de todas as coisas, o que recebemos de Deus é o amor. Por isso, cuidar, zelar e apascentar exige amor. E dentro do nosso cotidiano, precisamos buscar formas simples de demonstrá-lo para quem está a nossa volta.
Pequenos atos como telefonar para aqueles membros do Grupo de Oração que estão faltando às reuniões, visitar a casa de quem tem algum familiar doente, dar atenção a todos sem distinção, organizar momentos de convivências fraternas entre os membros do Grupo são de extrema importância. Esses pequenos gestos podem nos garantir grandes resultados.
Essa é uma primeira reflexão a respeito desta temática. Durante todo o ano de 2012, iremos falar mais sobre isso, partilhar experiências, e também refletir sobre o papel de cada um que viveu a experiência do Batismo no Espírito Santo tem nesse mandato; Afinal todos nós somos chamados a amar, a cuidar, a zelar, proteger alguém. Somos responsáveis uns pelos outros. Ninguém esta isento dessa missão.
É importante que nos autoavaliemos e a partir daí busquemos meios de melhorar o serviço que prestamos ao nosso Senhor por meio de suas amadas ovelhas.
 A cada ano, a RCC do Brasil escolhe uma temática que norteará suas atividades. Para 2012, o tema escolhido é "Apascenta as minhas ovelhas". E  a primeira oportunidade que os carismáticos dos mais diversos lugares tem de  vivenciarem essa moção em unidade é no  Encontro Nacional de Formação 2012, que acontece de 25 a 29 de janeiro em Lorena/SP.

 Por Lucimar Maziero - Coordenadora Nacional do Ministério de Formação

Olhos azuis...

Deus é muito sábio e faz tudo do jeito certo e na hora certa!

Deus está no controle!!!